2017-06-12 - 11:32
Nós somos a igreja do Senhor Jesus e precisamos sair das nossas paredes
Precisamos nos envolver com o que Deus quer, e o que é que Deus quer? É que os homens sejam libertos e transformados e que se tornem assim amigos dele!
Você E Eu, Agentes De Libertação E Transformação
Êxodo 2: 11-16, 3: 1-10.
Pr. G. Jimmy Cornejo

Êxodo 2: 11-16, 3: 1-10.

Este ano estamos celebrando os 500 anos da reforma protestante e como forma de relembrar de todos esses fatos históricos, quero ler a seguir a título de introdução, um texto sobre este assunto que foi postado no blog “voltemos ao Evangelho”.

 No dia 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero afixou na porta da Igreja do Castelo de sua pequena cidade de Wittemberg, na Alemanha, Noventa e Cinco Teses que denunciavam a deturpação do evangelho, a venda de indulgências, a corrupção da igreja, e chamavam o cristão ao arrependimento e à fé. Mal imaginava ele que este gesto seria revolucionário.

 

Quando questionado sobre suas posições, Lutero manteve sua consciência cativa à Palavra de Deus e permaneceu inabalável.

Ele prosseguiu firme em sua reforma, a luz das Escrituras inundou sua mente de modo definitivo, levando-o a entender algo que mudaria completamente sua vida e o curso da história. Sua alma renascera e entrara pelas portas abertas do paraíso quando compreendeu que somos justificados somente pela fé. Antes, debaixo do jugo da lei e nascido escravo do pecado. Agora, vivo pela fé, liberto da lei, livre de todos e escravo, por amor, de todos.

O reformador sabia que este era o verdadeiro tesouro da igreja: o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus; A justificação pela fé se tornaria o artigo pelo qual a igreja permaneceria de pé ou cairia. Um ensino inegociável das Escrituras, e, diante da Palavra, todos precisavam ceder. Assim, a paz se possível, mas a verdade a qualquer custo.

Foram essas convicções que levaram camponeses e príncipes da Alemanha a abraçarem a fé em Cristo e a firmarem seu protesto. Hoje, nós ainda somos chamados a lutar esse bom combate. Porém, nossa luta não é contra carne e sangue. Não militamos segundo a carne.

Vivemos na era da pós-modernidade que está marcada pelo relativismo com uma ênfase maior no egocentrismo, embora saibamos que a pós-modernidade enfatiza a vida em comunidade. Porém, essa vida em comunidade é marcada pela individualidade de pensamento, aonde cada individuo forma sua própria verdade, onde não se tem mais os valores absolutos.

É no meio desse contexto social que estamos inseridos como igreja e como indivíduos. Mas, é certo que esse estilo de pensamento tem ganhado espaço dentro da própria igreja de Cristo.

Hoje, a igreja, da mesma forma que fez há 500 anos, também esta precisando passar por uma Segunda Reforma, e para que isso aconteça, Cristo conta com a gente. Será que estamos prontos para nos tornar agentes de transformação e de reforma?

Precisamos deixar Deus usar nossas vidas como agentes de libertação e transformação nesta geração.

Como fazer isso? Precisamos entender e praticar três princípios e aplicá-los às nossas vidas:

1. Conhecer a realidade do ser humano hoje. Ex. 2: 11.

Moises teve que sair de seu lugar de conforto para conhecer outra realidade e a partir daquele conhecimento nasceu um descontentamento no coração dele que o levou a reagir de uma forma até violenta, por assim dizer.

Ficou claro para Moises que seu povo estava a ponto de explodir. Os hebreus haviam sido expostos a tanto ódio e violência por tanto tempo que provavelmente uns queriam exterminar os outros com as suas próprias mãos. Os terríveis maus tratos e a exploração que os hebreus estavam sofrendo naquela ocasião alcançaram um nível de total insanidade.

O próprio Moisés chegara ao ponto máximo de seus limites emocionais “chega”, ele deve ter gritado “já é suficiente, não agüento mais”.

Nós somos a igreja do Senhor Jesus e precisamos sair das nossas paredes, de nossos lugares de conforto e conhecermos a realidade que nos rodeia e nos importar com o que Deus se importa.

Jesus diz: “Vocês costumam dizer: Dentro de quatro meses teremos a colheita. Mas olhem e vejam bem os campos: o que foi plantado já está maduro e pronto para a colheita”. João 4: 35.

Nós muitas vezes não queremos nos envolver com a realidade do mundo porque é algo que nos perturba, que nos desanima, aliás, que nem nos motiva a seguir vivendo. Muitas vezes dizemos chega Deus, já basta nos leve logo!

Ou simplesmente fechamos nossos olhos para essa realidade entendendo que tudo já está predeterminado por Deus e que nada mais tem que ser feito.

Precisamos nos envolver com o que Deus quer, e o que é que Deus quer? É que os homens sejam libertos e transformados e que se tornem assim amigos dele!

2. Entender que a obra de libertação e transformação não é realizada do nosso jeito. Ex. 2: 12.

Moisés reagiu, como tínhamos falado anteriormente de uma maneira violenta, mas esse não era o caminho da libertação para o povo de Israel, não seria do jeito de Moisés mas sim do Jeito de Deus.

Deus tinha um plano pra salvar o seu povo, ele iria fazer sinais e maravilhas para que o povo acreditasse no seu amor e poder, e não seria simplesmente pelo poder do braço ou a força humana, mas isso tudo teria que acontecer através da pessoa de Moisés, ele seria o instrumento de libertação e transformação para seu povo.

“Depois disso, o anjo mandou que eu entregasse a Zorobabel a seguinte mensagem de Deus, o SENHOR: - Não será por meio de um poderoso exército nem pela sua própria força que você fará o que tem de fazer, mas pelo poder do meu Espírito. Sou eu, o SENHOR Todo-Poderoso, quem está falando”. Zacarías 4: 6.

É necessário deixar que Deus nos use como seus instrumentos nesta terra para libertar e transformar a vida dos que nos rodeiam. Ele nos capacitará e nos dará as estratégias para que sejamos bem sucedidos nessa tarefa. Não precisamos inventar modelos ou estratégias de evangelismo, é só olhar para Jesus e nele encontraremos tudo o que necessitamos para abençoar esta geração.

3. Entender o coração de Deus e dizer sim a Sua vontade. Ex 3:7-12.

Depois de Moisés ter sido atraído pelo fogo na sarça, tirar suas sandálias e se aquietar, ele teve a oportunidade de ouvir Deus falar.

Foi nesse momento que Deus começou a abrir seu coração e a expressar algo que fazia muito tempo estava constrangendo seu espírito.

Os sofrimentos a desgraça, a miséria, a violência são aspectos que tem provocado uma dor no coração de Deus, e ele quer enviar a sua igreja para libertar e transformar o seu povo.

Mas parece que nós não estamos tão interessados em ouvir o que nosso Deus tem a falar, pois as nossas próprias preocupações nos ensurdecem e falam mais alto. Mateus 6: 24-34 .

Hoje podemos ver e ouvir um falso evangelho sendo pregado aos quatro cantos, evangelho esse que diz “Para de sofrer, você tem que ser rico, tem que ser melhor que os outros, etc”.

Esse falso evangelho vem trazer resposta para as perguntas que os discípulos se faziam em quanto andavam com Jesus, perguntas como: “Onde é que vamos arranjar comida?” ou “Onde é que vamos arranjar bebida?” ou “Onde é que vamos arranjar roupas?” (Mateus 6:31). Fazendo assim com que as pessoas se concentrem nas suas próprias necessidades e não se importem com o próximo de uma forma bíblica e real, tirando assim o foco do verdadeiro evangelho que é este: “Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o reino de Deus e aquilo que Deus quer e ele lhes dará todas essas coisas” Mt. 6: 33.

Conclusão.

Moisés obedeceu a Deus e se tornou um dos maiores líderes da historia da humanidade. Ele foi um instrumento de libertação e transformação na sua geração. Hoje, Deus quer usar você para trazer salvação aqueles que o rodeiam. Você pode ser um instrumento de transformação para esta geração.


 

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